Rua Cotoxó, 1185 - Perdizes - São Paulo , SP
11 3868-3551
Ranking: #87 de 1039 em
Bares e Botecos -
São Paulo
Preço por pessoa:
$$ (De R$26 até R$50)
Categoria:
Bares e Botecos
Site oficial:
tirolirobar.com.br
Formas de pagamento:
Crédito:
Débito:
Horário de funcionamento:
Seg. a Sex.: 17h às 0h
Sab.: 11:30 às 18h
Dom.: Fechado
Primeira opinião por:
Pedro Schiavon
Pedro Schiavon
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Notas específicas:
Ambiente
(5)
Comida
(5)
Atendimento
(5)
Bebida
(5)
Custo-benefício
(5)
Público
(1)
Classificar por:
Opiniões
(7)
O Tiro Liro está numa categoria muito específica de bar: carrega um misto do espírito das velhas uisquerias comuns no Rio e em São Paulo nos anos 50 e 60 (o bar tem um excelente cardápio de uísques, que incluem alguns single maltes), com tempero de mercearia portuguesa, bar chique e clima de botequim. Mais legal ainda é que no meio disso tudo, as caixas de som ainda jorram clássicos do rock and roll – a um volume bem equalizado, criando um ambiente inusitado e muito bacana.
Da primeira vez que estive por lá, como fui sozinho, eu resolvi me ater ao petisco que estava concorrendo no concurso Comida di Buteco 2012, muito tentador, o Bacaninho (R$ 15,00): uma cestinha de parmesão com batata, recheada com lombo de bacalhau e puxada no azeite e alho. Eu disse que era tentador. E muito bom! Nota 10.
Num dos cantos do balcão fica o setor acepipes, uma tradição comum em bares paulistanos. Os petiscos servidos em porções por peso aos clientes, no caso do Tiro Liro, revela claramente uma mistura entre diferentes culturas gastronômicas como a portuguesa e a italiana – herança dos diferentes grupos de imigrantes que construíram a cidade.
Apaixonei-me a primeira visita pela casa e logo eu estava de volta, desta vez em companhia de minha esposa Silvia. Com ela, então, pude explorar algumas das iguarias dispostas nas vasilhas do setor de acepipes. Silvia resgatou umas fatias de pancetta, berinjelas em conserva e umas maravilhosas pastas de bacalhau e alichela.
Depois partimos para uma porção de bolinhos de arroz. Eu não sou muito chegado em bolinhos de arroz e confesso que de início até não concordei com o pedido, mas vamos lá. Ainda bem que fomos. Foram servidos seis grandes bolinhos. Não poderia supor que daríamos cabo de mais de um daqueles, mas logo já tínhamos devorado quatro (dois eu guardei para levar para casa, pois ainda queria seguir provando outros petiscos do bar).
O petisco é bem leve e como disse a Silvia (que adora este tipo de bolinho): “Tem arroz de verdade dentro” e em nada se assemelha com as maçarocas de arroz que geralmente se serve por aí. Muito interessante.
Bom, após várias rodadas do excelente chope da casa e tantos petiscos – nesta minha segunda escala no bar da Pompéia- consegui reservar no estômago um espaço especial para um dos mais famosos pedidos do bar: o rosbife do Ademir. Ademir é o barman gente boa da casa, que antes mesmo de vir trabalhar no Tiro Liro, já servia a célebre porção de rosbife em outro bar paulistano, o Bar do Alemão (conhecido pelas rodas de choro e samba).
Ele mesmo fez questão de preparar uma meia porção para nós e eu não demorei a entender porque o petisco é tão famoso: finíssimas fatias de lagarto redondo no ponto certo, o miolo cru e a parte de fora cozida. Uma imagem belíssima. Com o molhinho especial de receita secreta, que leva mostarda escura, a carne ficou perfeita. Acho que descobri um dos meus bares prediletos em São Paulo.
Da primeira vez que estive por lá, como fui sozinho, eu resolvi me ater ao petisco que estava concorrendo no concurso Comida di Buteco 2012, muito tentador, o Bacaninho (R$ 15,00): uma cestinha de parmesão com batata, recheada com lombo de bacalhau e puxada no azeite e alho. Eu disse que era tentador. E muito bom! Nota 10.
Num dos cantos do balcão fica o setor acepipes, uma tradição comum em bares paulistanos. Os petiscos servidos em porções por peso aos clientes, no caso do Tiro Liro, revela claramente uma mistura entre diferentes culturas gastronômicas como a portuguesa e a italiana – herança dos diferentes grupos de imigrantes que construíram a cidade.
Apaixonei-me a primeira visita pela casa e logo eu estava de volta, desta vez em companhia de minha esposa Silvia. Com ela, então, pude explorar algumas das iguarias dispostas nas vasilhas do setor de acepipes. Silvia resgatou umas fatias de pancetta, berinjelas em conserva e umas maravilhosas pastas de bacalhau e alichela.
Depois partimos para uma porção de bolinhos de arroz. Eu não sou muito chegado em bolinhos de arroz e confesso que de início até não concordei com o pedido, mas vamos lá. Ainda bem que fomos. Foram servidos seis grandes bolinhos. Não poderia supor que daríamos cabo de mais de um daqueles, mas logo já tínhamos devorado quatro (dois eu guardei para levar para casa, pois ainda queria seguir provando outros petiscos do bar).
O petisco é bem leve e como disse a Silvia (que adora este tipo de bolinho): “Tem arroz de verdade dentro” e em nada se assemelha com as maçarocas de arroz que geralmente se serve por aí. Muito interessante.
Bom, após várias rodadas do excelente chope da casa e tantos petiscos – nesta minha segunda escala no bar da Pompéia- consegui reservar no estômago um espaço especial para um dos mais famosos pedidos do bar: o rosbife do Ademir. Ademir é o barman gente boa da casa, que antes mesmo de vir trabalhar no Tiro Liro, já servia a célebre porção de rosbife em outro bar paulistano, o Bar do Alemão (conhecido pelas rodas de choro e samba).
Ele mesmo fez questão de preparar uma meia porção para nós e eu não demorei a entender porque o petisco é tão famoso: finíssimas fatias de lagarto redondo no ponto certo, o miolo cru e a parte de fora cozida. Uma imagem belíssima. Com o molhinho especial de receita secreta, que leva mostarda escura, a carne ficou perfeita. Acho que descobri um dos meus bares prediletos em São Paulo.
Dica: rosbife do Ademir
Bom para: Ir com amigos, Casais, Jantar, Happy hour
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida
Custo-benefício
Gostei
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05/07/2012
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Michelle B., Simone G. e Borbas A. gostaram
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Guto Maschi:
Nossa ta muito bonito mesmo!
Simone Guedes:
que resenha bem feita, completa, detalhada, vou conhecer o bar neste final de semana!
Michelle Bernardes:
Que maldade essa foto. Eu quero :(
Eu ia dar quatro estrelas,mas ganhou uma a mais pela presença do dono percorrendo as mesas para verificar o atendimento e se estava tudo bem. Para mim a presença do dono do negócio em contato com os consumidores é um diferencial e tanto,sempre ganha uma estrelinha.O Antônio,dono do bar é filho da Dona Felicidade do restaurante homônimo na Lapa.O atendimento segue o padrão do restaurante. O ambiente interno é bem aconchegante lembrando um boteco e ainda conta com mesas ao ar livre.Tem uma infinidade de opções de petiscos e até pratos. Pedimos o Bacaninho (R$18,00),vice campeão do Comida di Buteco do ano passado,muito bom,o Bacanão (R$24,00),concorrente desse ano,que eu também gostei bastante,bolinhos de bacalhau(R$24,00 com 6 unidades) e alheira (R$18,00),que eu nunca tinha comido e achei ok. O chopp Brahma está R$6,00.Achamos vaga fácil para estacionar numa rua próxima.Uma ótima opção para um choppinho e petiscos na Pompéia.
Dica: Um bate papo com Antônio,o dono super simpático!
Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida
Custo-benefício
Gostei
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01/05/2013
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Sandra Gomes:
Ow, esse Bacanão serve bem!!
Simone Christina Moreira Soares:
E é bem gostoso Sandra Gomes
Sheila A.:
u-la-la!! cliente com atendimento vip! ;-)
Estivemos no Tiro Liro em plena segunda-feira, numa noite bem fria e claro que acabamos encontrando o bar sem tanto movimento como ele deve normalmente ter, até mesmo se pensarmos que foi ele quem ficou em segundo lugar do Comida di Buteco na categoria " Melhor petisco"- imagine como deve estar!?
O bar é lindo, um boteco chique de esquina que eu frequentaria toda semana, fácil. O ambiente é muito gostoso!
Lá é servido apenas chopp, super bem tirado por sinal e os petiscos são de dar água na boca - o bar pertence ao filho da Dona Felicidade, outro bar que preza pela excelência em petiscos - ou seja a tradição é familiar mesmo de ter coisas gostosas saindo da cozinha.
Na ocasião provamos o Bacaninho que era SURREAL - uma delícia!! Recomendo fortemente não só pela sua premiação, mas pelo sabor comprovado! ;)
Os preços são do padrão normal de bares que só servem chopp. =)
O bar é lindo, um boteco chique de esquina que eu frequentaria toda semana, fácil. O ambiente é muito gostoso!
Lá é servido apenas chopp, super bem tirado por sinal e os petiscos são de dar água na boca - o bar pertence ao filho da Dona Felicidade, outro bar que preza pela excelência em petiscos - ou seja a tradição é familiar mesmo de ter coisas gostosas saindo da cozinha.
Na ocasião provamos o Bacaninho que era SURREAL - uma delícia!! Recomendo fortemente não só pela sua premiação, mas pelo sabor comprovado! ;)
Os preços são do padrão normal de bares que só servem chopp. =)
Dica: Bacaninho!
Bom para: Ir com amigos, Casais, Happy hour
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida
Custo-benefício
Gostei
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06/08/2012
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Alessandra Colla Soletti Tussi:
Que nome legal! Bem bolado!
Lá em cima tem o Tiro Liro Liro...
No alto da Vila Pompéia, em uma esquina tranquila da Rua Cotoxó, onde nasci e cresci, está o botequim português Tiro Liro. Após um ano de tentativas, finalmente, a querida Tati Schnoor conseguiu me apresentar o local, em uma noite de sexta-feira para um delicioso happy hour.
Com o perdão do trocadilho, o Tiro Liro é de tirar o chapéu. E não podia ser diferente já que o bar aberto há sete anos pertence aos mesmos proprietários do Dona Felicidade, outra ótima pedida na Rua Tito, no bairro vizinho da Vila Romana. Mas os quitutes da família portuguesa começaram a fazer história no Pé pra Fora, um clássico na Avenida Pompéia, que já não pertence aos mesmos donos e, sem as receitas da Dona Felicidade, perdeu um pouco a graça.
Logo na chegada, o aroma de bacalhau e a chopeira com um 'colarinho de gelo' do Tiro Liro determinaram a primeira pedida: uma porção com seis bolinhos de bacalhau (R$ 18) e dois chopes claros Brahma (R$ 4,90) com colarinho cremoso, na medida certa. O bolinho estava tão cremoso que nem me incomodei com a espinha surpresa , mas recomendo mais cuidado ao pessoal da cozinha.
Os acepipes de balcão (R$ 5,40 - 100 gramas) também parecem convidativos, assim como as ostras frescas que chegam duas vezes por semana de Floripa, segundo o simpático Toninho, um dos proprietários dos bares da família, que estava dando uma força no balcão.
Chope vai, chope vem, pedimos a linguiça com provolone e orégano (R$ 24) muito recomendada pela Tati, com razão. A saborosa linguiça chega à mesa em uma frigideira de ferro e a cada corte feito pelo garçom, o provolone do recheio vai se apresentando. Para ficar ainda melhor, a iguaria vem acompanhada de pão francês fresquinho e vinagrete (sem pimentão... Obrigadinha!).
Mais um chope paulista (o 'pingado' de cevada) e outro claro embalaram nossa alegria em realizar o esperado happy hour no Tiro Liro. Confesso que demorei a conhecer o local, mas agora não demoro a voltar.
(Post publicado originalmente no blog Braun Café em 14 de maio de 2011)
No alto da Vila Pompéia, em uma esquina tranquila da Rua Cotoxó, onde nasci e cresci, está o botequim português Tiro Liro. Após um ano de tentativas, finalmente, a querida Tati Schnoor conseguiu me apresentar o local, em uma noite de sexta-feira para um delicioso happy hour.
Com o perdão do trocadilho, o Tiro Liro é de tirar o chapéu. E não podia ser diferente já que o bar aberto há sete anos pertence aos mesmos proprietários do Dona Felicidade, outra ótima pedida na Rua Tito, no bairro vizinho da Vila Romana. Mas os quitutes da família portuguesa começaram a fazer história no Pé pra Fora, um clássico na Avenida Pompéia, que já não pertence aos mesmos donos e, sem as receitas da Dona Felicidade, perdeu um pouco a graça.
Logo na chegada, o aroma de bacalhau e a chopeira com um 'colarinho de gelo' do Tiro Liro determinaram a primeira pedida: uma porção com seis bolinhos de bacalhau (R$ 18) e dois chopes claros Brahma (R$ 4,90) com colarinho cremoso, na medida certa. O bolinho estava tão cremoso que nem me incomodei com a espinha surpresa , mas recomendo mais cuidado ao pessoal da cozinha.
Os acepipes de balcão (R$ 5,40 - 100 gramas) também parecem convidativos, assim como as ostras frescas que chegam duas vezes por semana de Floripa, segundo o simpático Toninho, um dos proprietários dos bares da família, que estava dando uma força no balcão.
Chope vai, chope vem, pedimos a linguiça com provolone e orégano (R$ 24) muito recomendada pela Tati, com razão. A saborosa linguiça chega à mesa em uma frigideira de ferro e a cada corte feito pelo garçom, o provolone do recheio vai se apresentando. Para ficar ainda melhor, a iguaria vem acompanhada de pão francês fresquinho e vinagrete (sem pimentão... Obrigadinha!).
Mais um chope paulista (o 'pingado' de cevada) e outro claro embalaram nossa alegria em realizar o esperado happy hour no Tiro Liro. Confesso que demorei a conhecer o local, mas agora não demoro a voltar.
(Post publicado originalmente no blog Braun Café em 14 de maio de 2011)
Dica: Horários: Segunda a sexta das 17h à 1h. Sábado das 11h30 às 19h.
Bom para: Ir com amigos, Casais, Happy hour
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida
Custo-benefício
Tudo que eu queria era um lugar tranquilo, com alma de boteco antigo. Que fosse bom como os melhores bares da cidade, com bom atendimento, chopp de primeira, ótimas porções e um balcão de acepipes de preferência com vários tipos de queijo. Que fosse bonito mas não fosse grande e que ficasse num bairro gostoso, longe da badalação. É pedir demais?
Não, não é. O Tiro Liro é assim. Escondido entre as ladeiras e precipícios da Pompéia, a casa é como aquelas jóias raras que parecem ter sido feitas por encomenda.
O bar é uma criação dos irmãos Antonio Carlos (mais conhecido como Toninho) e Sérgio Bastos, que não apenas estão no ramo há mais de 40 anos, como são responsáveis pela paternidade de outras duas casas de grande credibilidade: o Dona Felicidade e o Pé Pra Fora.
A linhagem é antiga. Sérgio e Toninho são filhos de dona Felicidade e do Sr. Manoel Bastos que, nos anos 70, montaram uma mercearia na Pompéia que, ainda em suas mãos, viria a se tornar o conhecidíssimo Pé Pra Fora.
Com a falta do Sr. Manoel, o “Pé”, que ficou famoso pelo bolinho de bacalhau feito por dona Felicidade, foi vendido nos anos 90, quando a família montou, na Lapa, a casa cujo nome homenageia sua matriarca.
A nova casa, mais com jeitão de restaurante, rapidamente também adquiriu sua fama, principalmente devido aos pratos portugueses à base de bacalhau e alheiras, além do famoso pudim “desmaiado”, mais uma criação de Felicidade Bastos.
Veio então, em 2002, o Tiro Liro, inspirado nos clássicos botequins cariocas, em sua maioria também descendentes de famílias portuguesas.
O novo bar foi montado em um casarão de esquina onde funcionava uma mercearia e que há anos vinha sendo cortejado pelos dois irmãos. Como diz a letra do “Tiro Liro”, “juntaram-se os dois à esquina, a tocar a concertina, a dançar do sólido”.
Assim que comprada, a casa recebeu uma reforma quase completa, mas que não a descaracterizou. Ganhou enormes janelas e belos armários, mas manteve o piso original, que está lá há quase 50 anos.
No nostálgico salão do Tiro Liro, o carro chefe é o chopp de colarinho cremoso, embora o seu “clube do whisky” tenha uma clientela fiel. Na parte das comidinhas, as especialidades portuguesas como as alheiras se destacam, mas há ótimas opções como a tábua de picanha, as linguiças recheadas, o pastel de carne com gorgonzola e até ostras.
Há também um belo balcão de petiscos com queijos e embutidos de primeira qualidade, vendidos a peso e que costumam agradar mais aos menos famintos.
E é claro que as especialidades de Felicidade Bastos – o bolinho de bacalhau criado no Pé Pra Fora e o “desmaiado” do Dona Felicidade – estão lá, acompanhados ainda de uma deliciosa torta cujas fatias só são oferecidas às sextas-feiras.
Mas muito mais do que a boa comida e a bebida correta, o que conta no Tiro Liro é o lugar em si.
Tranquilão, com a cara do bairro, o bar faz com que o bate-papo com os garçons e o clima de camaradagem entre os fregueses seja tão natural e espontâneo que todo mundo que vai, volta, pois já é considerado por todos como mais um membro da turma.
Não, não é. O Tiro Liro é assim. Escondido entre as ladeiras e precipícios da Pompéia, a casa é como aquelas jóias raras que parecem ter sido feitas por encomenda.
O bar é uma criação dos irmãos Antonio Carlos (mais conhecido como Toninho) e Sérgio Bastos, que não apenas estão no ramo há mais de 40 anos, como são responsáveis pela paternidade de outras duas casas de grande credibilidade: o Dona Felicidade e o Pé Pra Fora.
A linhagem é antiga. Sérgio e Toninho são filhos de dona Felicidade e do Sr. Manoel Bastos que, nos anos 70, montaram uma mercearia na Pompéia que, ainda em suas mãos, viria a se tornar o conhecidíssimo Pé Pra Fora.
Com a falta do Sr. Manoel, o “Pé”, que ficou famoso pelo bolinho de bacalhau feito por dona Felicidade, foi vendido nos anos 90, quando a família montou, na Lapa, a casa cujo nome homenageia sua matriarca.
A nova casa, mais com jeitão de restaurante, rapidamente também adquiriu sua fama, principalmente devido aos pratos portugueses à base de bacalhau e alheiras, além do famoso pudim “desmaiado”, mais uma criação de Felicidade Bastos.
Veio então, em 2002, o Tiro Liro, inspirado nos clássicos botequins cariocas, em sua maioria também descendentes de famílias portuguesas.
O novo bar foi montado em um casarão de esquina onde funcionava uma mercearia e que há anos vinha sendo cortejado pelos dois irmãos. Como diz a letra do “Tiro Liro”, “juntaram-se os dois à esquina, a tocar a concertina, a dançar do sólido”.
Assim que comprada, a casa recebeu uma reforma quase completa, mas que não a descaracterizou. Ganhou enormes janelas e belos armários, mas manteve o piso original, que está lá há quase 50 anos.
No nostálgico salão do Tiro Liro, o carro chefe é o chopp de colarinho cremoso, embora o seu “clube do whisky” tenha uma clientela fiel. Na parte das comidinhas, as especialidades portuguesas como as alheiras se destacam, mas há ótimas opções como a tábua de picanha, as linguiças recheadas, o pastel de carne com gorgonzola e até ostras.
Há também um belo balcão de petiscos com queijos e embutidos de primeira qualidade, vendidos a peso e que costumam agradar mais aos menos famintos.
E é claro que as especialidades de Felicidade Bastos – o bolinho de bacalhau criado no Pé Pra Fora e o “desmaiado” do Dona Felicidade – estão lá, acompanhados ainda de uma deliciosa torta cujas fatias só são oferecidas às sextas-feiras.
Mas muito mais do que a boa comida e a bebida correta, o que conta no Tiro Liro é o lugar em si.
Tranquilão, com a cara do bairro, o bar faz com que o bate-papo com os garçons e o clima de camaradagem entre os fregueses seja tão natural e espontâneo que todo mundo que vai, volta, pois já é considerado por todos como mais um membro da turma.
Bom para: Ir com amigos, Casais, Almoçar, Happy hour, Famílias
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida
Custo-benefício
Lugar extremamente agradável, bom atendimento e um bolinho de arroz de dar água na boca.
Bom para: Ir com amigos, Casais, Famílias, Jantar, Almoçar, Happy hour, Cerveja, Relaxar
Gostei
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26/01/2013
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Allan G. gostou
Allan Gonçalves:
hahaah adoro o nome desse lugar, Fiquei curioso pra saber como foi a sua visita, conta mais pra gente!
Rosana S. Silva:
Oi Allan. É uma "casa portuguesa, com certeza"...rs. Lá, o que predomina é o bacalhau e a alheira... Hu
Fui conhecer o bar na terça-feira, 9/3/13, e por ser no começo da semana, estava bem tranquilo. O bar não é muito grande e achei bem acolhedor. Tem um telão pra transmitir jogos, dias que devem ser bem mais movimentados. Na oportunidade, comi uma porção de ostras, que estava muito fresca!!! E depois me servi do buffet de petiscos (berinjela, abobrinha, sardinha, várias coisas em conserva), td muito bem feitinho e gostoso. Tomei uma Guiness pra acompanhar. A carta de bebidas é enxuta, mas muito boa, tem até alguns single malts, coisa rara de se ver em mtos bares tradicionais até! O atendimento tb foi muito legal, fora que o som ambiente era um rockzinho, mas num volume baixo, ideal. Tb tive a oportunidade de conhecer o Sergio, que é um dos sócios, e fica evidente que o estilo do bar é reflexo de quem faz a gestão e toca o dia a dia, super gente fina. Foi minha primeira vez nesse bar e com certeza voltarei para experimentar os outros pratos e petiscos (inclusive ele ficou em 2º lugar no Comida di Buteco de 2012 com um petisco de bacalhau!!!).
Gostei
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09/04/2013
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Fernanda Nunes:
Ostras ao som de rockzinho?? interessante viu!!
Allan Gonçalves:
Também achei a ideia genius, vou querer visitar as ostras hehehe
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